Transparência para visor Polyorama Panoptique



Transparência para visor 
Polyorama Panoptique
Sébastopol Inkermann
H.A. Lefort (Pierre Henry Amand Lefort)
França, 2ª metade do Séc. XIX 
CP-MC | PC219

Litografia colorida a aguarela frente e verso, com perfurações para efeitos luminosos; dupla camada de papel com efeito diferente; enquadramento em madeira; vista nº 44 – Sébastopol Inkermann / Batalha de InKermann, Guerra da Crimeia em 1854.

Em 1849, Pierre Henri Amand Lefort, fabricante de brinquedos infantis, patenteou um dispositivo a que deu o nome de Polyorama Panoptique. Era uma caixa simples com uma lente ocular e um sistema portas basculantes para dar efeitos às suas transparências, técnica apresentada em conjunto com o seu dispositivo. Na sua patente, Lefort descreve a sua inovadora e deslumbrante técnica: “(…) Fazer as vistas: Primeiro, atrás de uma gravura ou impressão litográfica colorida como de costume, pinto ou imprimo com cores opacas um segundo tema que pode ser combinado de modo a aumentar o efeito do primeiro, ou mesmo produzir um efeito completamente diferente; para ver este segundo quadro como um com o primeiro, o topo da caixa é fechado e a porta do fundo vertical é aberta; a luz natural ou artificial que chega por trás do quadro produz efeitos que podem ser variados de muitas maneiras diferentes. Na primeira linha devo assinalar a utilização de um desenho recortado no todo ou em parte, em papel revestido opaco ou mesmo em metal fino, e colado ou fixado por detrás da pintura transparente. Se alguém se contentar em colar papel simples, a luz pode ainda penetrar mais ou menos e prejudicar certos efeitos, mas compreende-se que se pode sobrepor vários papéis e colá-los um sobre o outro e assim produzir todos os efeitos que se poderia desejar”.


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