Histórias do Cinema: Jonathan Rosenbaum / Erich von Stroheim


Jonathan Rosenbaum é um dos críticos e investigadores mais conhecidos da sua geração. Colaborou regularmente no Chicago Reader e no Village Voice e em revistas como os Cahiers du Cinéma, Sight & Sound, Trafic, Cineaste e Film Quarterly e publicou diversos livros, entre os quais Essencial Cinema: on the necessity of film cannons; Moving Places: the practice of film criticism Goodbye Cinema, Hello Cinephilia: Film Culture in Transition, além de estudos sobre GREED (Erich von Stroheim) e DEAD MAN (Jim Jarmusch). É membro do júri que premia os melhores dvds do ano, no âmbito do Festival Il Cinema Ritrovato. Como crítico, abordou tanto o cinema clássico como o moderno, tendo sido um dos mais ardentes defensores do cinema de Jacques Rivette e Chantal Akerman. Depois de ter apresentado na Cinemateca, e no âmbito desta mesma rubrica “Histórias do Cinema”, uma semana dedicada à obra de Orson Welles, regressou com um programa onde se foca a obra de Erich von Stroheim como realizador, outro dos seus maiores interesses.
Erich von Stroheim (1885-1957) é um nome lendário do cinema americano dos anos vinte, época de consolidação das estruturas de produção de Hollywood e, decorrentemente, de um determinado modelo de filmes. Stroheim, justamente, tornou-se célebre pelo constante desafio a esses modelos e a essas estruturas, permanentemente postas em causa pelo seu visionarismo e pela sua ambição, movidos por uma ideia muito pessoal da vocação “realista” do cinema. Em vários projetos acabou despedido pelos produtores, noutros o controlo foi-lhe tirado das mãos e o resultado final desfigurado, até que se tornou “persona non grata” em Hollywood, tendo-se a sua obra como realizador concluído, “à força” e definitivamente, no princípio dos anos trinta. GREED, porventura um dos projetos mais megalómanos em toda a História do cinema, que subsistiu apenas numa versão aproximativa da visão do cineasta, ficou como o símbolo maior da frustração de Stroheim, o “filme mártir” de um “cineasta mártir”.


DURANTE A CONFERÊNCIA SOBRE “BLIND HUSBANDS”, JONATHAN ROSENBAUM DEU A OUVIR A REPRODUÇÃO INTEGRAL DA GRAVAÇÃO ÁUDIO DO TESTEMUNHO DE ERICH VON STROHEIM A PROPÓSITO DA MORTE DE D.W. GRIFFITH. OUÇA O REGISTO DESSA GRAVAÇÃO AQUI.


Histórias do Cinema: Jonathan Rosenbaum / Erich von Stroheim | sessão-conferência de 6 de fevereiro de 2017
sobre o filme BLIND HUSBANDS

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Moderação: José Manuel Costa

BLIND HUSBANDS
O Abismo
de Erich von Stroheim
com Erich von Stroheim, Sam de Grasse, Gibson Gowland, Francelia Billington
Estados Unidos, 1919 – 91 min
O primeiro filme de Erich von Stroheim como realizador, argumentista e intérprete principal, lançou a sua personagem de cínico e amoral, aqui vestindo a farda do exército austríaco e surgindo como um sedutor sem escrúpulos que será vítima das suas manobras. O que, antes de mais, caracteriza esta primeira obra-prima de Stroheim é o retrato exacerbado das paixões humanas, que será um dos traços perenes do seu cinema. Um grande clássico do período mudo.


Histórias do Cinema: Jonathan Rosenbaum / Erich von Stroheim | sessão-conferência de 7 de fevereiro de 2017
sobre o filme FOOLISH WIVES

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Moderação: José Manuel Costa

FOOLISH WIVES
Esposas Levianas
de Erich von Stroheim
com Erich von Stroheim, Rudolph Christians, Mae Busch
Estados Unidos, 1922 – 100 min
O último filme que Stroheim pôde levar a cabo tal como o concebera é uma das obras-primas do cinema mudo onde Stroheim não se poupou a esforços (e a despesas) para transmitir a visão realista que pretendia, chegando a construir uma réplica do Casino de Monte Carlo quase do tamanho do original nos estúdios da Metro. É uma história de sedução, chantagem e crime, tendo por personagens a aristocracia europeia decadente e a alta burguesia americana.


Histórias do Cinema: Jonathan Rosenbaum / Erich von Stroheim | sessão-conferência de 8 de fevereiro de 2017
sobre o filme GREED / AVES DE RAPINA

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Moderação: José Manuel Costa

GREED
Aves de Rapina
de Erich von Stroheim
com Gibson Rowland, ZaSu Pitts, Jean Hersholt
Estados Unidos, 1924
GREED, que foi ocasião de uma das grandes guerras entre Stroheim e os produtores, retoma os grandes temas do realizador para fazer o retrato impiedoso de um mundo movido pela alcova e pelo dinheiro. O realismo “barroco” de Stroheim, a forma como a acumulação de sinais naturalistas acaba por conduzir a um delírio (também) figurativo, fulgurantemente presente em GREED, faz deste filme o cume da arte “maldita” de um dos mais radicais cineastas que alguma vez trabalhou em Hollywood.


Histórias do Cinema: Jonathan Rosenbaum / Erich von Stroheim | sessão-conferência de 9 de fevereiro de 2017
sobre o filme THE WEDDING MARCH/MARCHA NUPCIAL

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Moderação: Antonio Rodrigues

THE WEDDING MARCH
Marcha Nupcial
de Erich von Stroheim
com Erich von Stroheim, Fay Wray, ZaSu Pitts, Matthew Betz, Maude George
Estados Unidos, 1928 – 105 min
Uma incursão de Stroheim no império austro-húngaro em vésperas da sua queda, em 1914. Um filme de uma grandeza barroca por onde passam o amor, o desejo, a luxúria, num mundo de decadência e perversão. Todas as obsessões de Stroheim percorrem esta obra-prima mutilada, embora o pior tenha sido evitado, já que a montagem foi confiada a outro mestre: Josef von Sternberg.


Histórias do Cinema: Jonathan Rosenbaum / Erich von Stroheim | sessão-conferência de 10 de fevereiro de 2017
sobre o filme QUEEN KELLY

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Moderação: José Manuel Costa

QUEEN KELLY
de Erich von Stroheim
com Gloria Swanson, Seena Owen, Walter Byron, Tully Marshall
Estados Unidos, 1928 – 96 min
O projeto mais ambicioso e “demente” de Erich von Stroheim: a história de uma jovem apaixonada por um aristocrata de um reino da Europa Central, expulsa a chicote pela rainha, que enriquece em África como prostituta, regressando para se vingar. O projeto ficou pela primeira parte (o episódio europeu), mas Stroheim filmou algumas cenas do episódio africano que passou a ser incluído na cópia restaurada. Um grande filme “maldito”.


Consulte as fichas detalhadas do programa.

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