Câmara de filmar de 35mm Eyemo 71



Câmara de filmar de 35mm
Eyemo 71 [modelo FD?]
Bell & Howell Company
Chicago-Illinois (EUA), 1930-1957
CP-MC | GF661/000

Câmara de filmar de 35mm portátil (perfurações Edison); tração intermitente por duas garras verticais (do mesmo lado da película); obturador de abertura variável; torre com 3 objetivas: 1 objetiva Cooke Speed Panchard, f/2 de 1 polegada, nº249219, 1 objetiva Dallmeyer Super-Six Anastigmat, f/1.9 de 1¼ polegadas, nº209150 e 1 objetiva Dallmeyer Super-Six Anastigmat, f/1.9 de 3 polegadas, nº199786; 1 bobina interna com 30m de capacidade e 1 magasin externo de 120m (B&H, nº fabrico 4959); motor de corda; visor lateral; número de fabrico: 182568.

A Bell & Howell lançou as câmaras Eyemo (de 35mm) e Filmo (16mm) a partir de 1926. Eram câmaras pequenas, dotadas de magasins de 120m que se podiam trocar à luz do dia e de um motor de corda. Podendo usar-se ao ombro com relativa facilidade, apesar de não ter uma forma ideal para isso, a Eyemo foi usada em várias produções americanas com sequências daquele tipo, complementando assim as câmaras de estúdio clássicas como a B&H 2709 – foi usada uma Eyemo, por exemplo, em algumas sequências de KING OF KINGS (1927), de Cecil B. DeMille. A Eyemo tornou-se depois uma das câmaras preferidas dos operadores americanos durante a Segunda Guerra Mundial, que muito apreciaram a sua resistência e desenho compacto, considerando-a mesmo a “crash camera” ideal. A câmara foi vendida inicialmente com uma única objetiva intermutável (Eyemo Model 71A) mas, a partir de 1929, foi-lhe acrescentada uma torre para três objetivas – o realizador Manoel de Oliveira usou uma Eyemo deste modelo no filme FAMALICÃO (1940). Mais tarde, foi possível usar a câmara com um magasin externo de maior capacidade.

Este exemplar pertenceu a Fernando Macedo Neves, operador de imagem portuense que trabalhou para diversos jornais de atualidades portugueses e estrangeiros entre os anos cinquenta e setenta. Em Portugal, refira-se nomeadamente a sua colaboração regular para as IMAGENS DE PORTUGAL (produzido pela SPAC entre 1953 e 1970). O espólio documental deste operador, depositado igualmente na Cinemateca, permite reconstituir várias colaborações para jornais de atualidades estrangeiros como, por exemplo, os da Fox, da British Paramount, da Warner Pathe News, ou ainda da Universal News. A câmara permaneceu na família do operador até ter sido adquirida pela Cinemateca em 1999.


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