Câmara de filmar 35mm Pathé Professionnelle (Tapon)


Câmara de filmar 35mm
Pathé Professionnelle (Tapon)
Etablissements Pierre Victor Continsouza para
Compagnie générale de phonographes,
cinématographes et appareils de précision, Pathé Frères
França, 1908-1920
Col. CP-MC | GF713/000

Câmara de filmar de 35mm (perfurações Edison); caixa em madeira forrada a couro; tração intermitente com 1 garra lateral; obturador (disco) de abertura variável (30º-200º); 1 objetiva intermutável E. Krauss (Paris) “Tessar”, f/3.5 de 50mm, nº125279; visor lateral e visor traseiro; 1 magasinexterno de 120m (marcado “688”); manivela; contador de metragem impressionada; bolha de nível; tripé Pathé Frères (Paris); número de fabrico 1600.

A câmara Pathé Professionnelle (Tapon) foi posta à venda apenas em 1910. Foi uma das câmaras de filmar de 35mm mais utilizadas durante todo o período do cinema mudo, tanto na Europa – nas primeiras produções da produtora francesa Le Film d’Art – como nos Estados Unidos – onde foi usada por realizadores como D.W. Griffith e Cecil B. DeMille. Nos seus elementos essenciais, a estrutura desta câmara aproxima-se bastante do cinématographe Lumière (1895) embora tenha maiores dimensões e algumas novas características. Tal como a câmara Lumière, a Pathé tinha a manivela na parte traseira e possuía um sistema de tração intermitente com uma garra. Porém, a Pathé incluía no seu sistema de tração contínua dois tambores dentados e dois “Latham loops” destinados a criar folgas no percurso da película pelo interior da câmara e assim diminuir a eventualidade de rasgões. Este mecanismo era indispensável num momento em que aumentava a capacidade dos magasins, para o quádruplo da capacidade de outras câmaras precedentes. A posição dos magasins de débito e de carga no exterior da câmara (topo) representou uma inovação em relação às câmaras inglesas que dominavam o mercado europeu e que incluíam os magasins no seu interior, sobrepostos verticalmente um sobre o outro. Em Portugal, a Invicta Film usou uma câmara deste modelo nas suas principais produções (por exemplo, em AMOR DE PERDIÇÃO (1921) e em OS FIDALGOS DA CASA MOURISCA (1920), ambos de George Pallu).


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