Conferências Alain Bergala / Crescer no Cinema


CONFERÊNCIAS ALAIN BERGALA / CRESCER NO CINEMA

Crítico, cineasta, professor, ex-editor dos Cahiers du Cinéma, Alain Bergala foi o conselheiro para o cinema de Jack Lang em 2000, sendo responsável pela elaboração do projeto de cinema no quadro do plano de cinco anos para a introdução das artes no ensino. Dedicando-se ativamente à questão da pedagogia do cinema, foi um dos fundadores do programa “Le Cinéma, cent ans de jeunesse”/“Cinema, Cem Anos de Juventude”, sendo autor de L’Hypothèse cinéma – Petit traité de transmission du cinema à l’école et ailleurs, obra de referência para a reflexão sobre a iniciação ao cinema, a par de uma extensa bibliografia sobre cineastas como Jean-Luc Godard, Robert Bresson, Ingmar Bergman. Nos últimos anos Bergala tem comissariado várias exposições relacionadas com o cinema, entre as quais “Victor Erice: Abbas Kiarostami – Correspondences”. Através de cinco filmes cujos protagonistas fazem uma aprendizagem do “crescer na vida”, ao longo de cinco sessões organizadas num molde semelhante ao programa “Histórias do Cinema”, Alain Bergala abordou o que significa “crescer no cinema”. A iniciativa integrou-se no âmbito do programa “A Iniciação ao Cinema: Experiências e Reflexões”, organizado conjuntamente pela Cinemateca, a associação cultural Os Filhos de Lumière e o Institut Français du Portugal. O programa “A Iniciação ao Cinema: Experiências e Reflexões” pretendeu promover uma reflexão sobre a iniciação ao cinema, e discutir e lançar pistas para o importantíssimo trabalho desenvolvido e a desenvolver no que respeita à pedagogia e à transmissão do cinema, entendido como uma área fundamental do campo mais lato da educação artística.


Ciclo Alain Bergala / Crescer no Cinema | sessão-conferência de 18 de fevereiro de 2013
Sobre o filme MOONFLEET

Moderação: José Manuel Costa

MOONFLEET
O TESOURO DE BARBA RUIVA
de Fritz Lang
com Stewart Granger, Jon Whiteley, Joan Greenwood, George Sanders, Viveca Lindfors
Estados Unidos, 1955 – 87 min

O universo de Stevenson, entre Treasure Island e Kidnapped, não teve melhor versão no cinema do que nesta obra-prima de Fritz Lang, que adapta o livro de outro escritor, J. Meade Falkner. A estranha história de um miúdo, órfão, que se liga de amizade com um contrabandista. Juntos, partem à descoberta do fabuloso diamante do Barba-Ruiva, escondido na cisterna de uma fortaleza. Um filme sublime.

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Ciclo Alain Bergala / Crescer no Cinema | sessão-conferência de 19 de fevereiro de 2013
Sobre o filme A PERFECT WORLD

Moderação: Joana Ascensão

A PERFECT WORLD
UM MUNDO PERFEITO
de Clint Eastwood
com Kevin Costner, Clint Eastwood, Laura Dern, T.J. Lowther
Estados Unidos, 1993 – 137 min

Depois da consagração e dos Oscars para o crepuscular UNFORGIVEN, Clint Eastwood dá o lugar de vedeta a Kevin Costner, entregando-lhe o papel de um evadido que rapta uma criança com quem estabelece uma singular relação de amizade. Clint é o xerife que os persegue. A paisagem é o Texas e o tempo as semanas que antecederam a visita do presidente John F. Kennedy a Dallas, onde foi assassinado. Uma das obras-primas de Eastwood.

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Ciclo Alain Bergala / Crescer no Cinema | sessão-conferência de 20 de fevereiro de 2013
Sobre o filme PONETTE

Moderação: José Manuel Costa

PONETTE
PONETTE
de Jacques Doillon
com Victoire Thivisol, Delphine Schiltz, Matiaz Bureau Caton, Léopoldine Serre
França, 1996 – 97 min

Um filme comovente que aborda a questão da morte do ponto de vista de uma criança. Ponette tem quatro anos quando a sua mãe morre num acidente de automóvel. Não acreditando na sua ausência, Ponette fala com ela e espera-a, com a crença de que voltará. A interpretação magnífica de Victoire Thivisol valeu-lhe o prémio de melhor atriz em Veneza. 

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Ciclo Alain Bergala / Crescer no Cinema | sessão-conferência de 21 de fevereiro de 2013
Sobre o filme KHANEH-YE DOUST KOJAST? Onde Fica a Casa do meu Amigo?

Moderação: José Manuel Costa

KHANA-YE DUST KOJAST?
“ONDE FICA A CASA DO MEU AMIGO?”
de Abbas Kiarostami
com Babak Ahmadpur, Ahmad Ahmadpur, Jodabajsh Defai, Mohammad Hosein Ruhi, IIran Otani, Ayat Ansari, Rafia Difai, Sedghed Tohidi, Peyman Mohafi
Irão, 1987 – 83 min

Leopardo de Bronze no Festival de Locarno, em 1989, o filme obteve extraordinário sucesso junto do público iraniano, e foi a obra que deu a conhecer internacionalmente Kiarostami. Homenagem ao poeta iraniano Soharabi Sepehri, cuja poesia epónima aparece logo no genérico inicial do filme. A leitura do poema convida a ser prudente na interpretação demasiado realista do filme, sugerindo, “que esta história do miúdo, em rutura e à procura de aliados, pode bem ser uma fábula ou uma parábola” (Laurent Roth).

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MES PETITES AMOUREUSES
de Jean Eustache
com Martin Loeb, Jacqueline Dufranne, Jacques Romain, Ingrid Caven
França, 1974 – 123 min

Crónica terna e triste, MES PETITES AMOUREUSES (título extraído de Rimbaud, filmado em 35mm com uma extraordinária fotografia de Nestor Almendros) segue, de forma tocante, a entrada de um miúdo na adolescência e o despertar da pulsão sexual. Filme vincadamente autobiográfico, escrito vários anos antes de LA MAMAN ET LA PUTAIN, foi um projeto longamente acalentado e um fracasso crítico e comercial à época. Construído à volta da questão do olhar, é o trabalho de Eustache que contém mais alusões ao cinema, inscritas sobretudos nos diálogos. 


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